terça-feira, 17 de março de 2009

Desistência

Parem o processo.
Quero ver quem tem coragem de parar sem terminar.
Abandonem o barco. Não queiram nem saber se vai afundar e se vai faltar o ar para seus pares a bordo.
Virem a página sem umedecer a ponta do dedo. Virem a seco.
Botem pedra em cima do assunto. Calhau, rocha.

É preciso peito.
Já que é sabido
que rocha há de virar falésia
que é violada pelo mar
que molha mão que vira página
que desancora barco abandonado p'ralém
do começo do processo.

4 comentários:

Anônimo disse...

Você acabou de postar.
vi no minuto seguinte por coincidência e por hábito de ler o Relâmpago (que nem sempre atualiza o suficiente para justificar o meu hábito, diga-se de passagem!).

Eu não sei do que você está falando.
No máximo desconfio.
Mas ali fora está trânsito e eu ignoro a chatice do dia-a-dia quando me ponho a ler as coisas que vc escreve, Joana.
Beijos!

Ps: eita, mas ela que já é soberba vai ficar intragável depois desta rasgação de seda!

Teka disse...

Esta "menina" que eu adoro, merece toda a "rasgação de seda" do mundo.

Um beijinho do tamanho do mundo minha sobrinha linda :-)

Anônimo disse...

Bom demais ver você navegando na poesia sem precisar molhar as pontas dos nossos dedos. Seu poema é destemido, palpita franqueza, mergulha fundo.
beijos da mamis orgulhosa

Anônimo disse...

como dizia o mestre joão:

"life is what happens to you while you're busy making other plans"