Parem o processo.
Quero ver quem tem coragem de parar sem terminar.
Abandonem o barco. Não queiram nem saber se vai afundar e se vai faltar o ar para seus pares a bordo.
Virem a página sem umedecer a ponta do dedo. Virem a seco.
Botem pedra em cima do assunto. Calhau, rocha.
É preciso peito.
Já que é sabido
que rocha há de virar falésia
que é violada pelo mar
que molha mão que vira página
que desancora barco abandonado p'ralém
do começo do processo.
Quero ver quem tem coragem de parar sem terminar.
Abandonem o barco. Não queiram nem saber se vai afundar e se vai faltar o ar para seus pares a bordo.
Virem a página sem umedecer a ponta do dedo. Virem a seco.
Botem pedra em cima do assunto. Calhau, rocha.
É preciso peito.
Já que é sabido
que rocha há de virar falésia
que é violada pelo mar
que molha mão que vira página
que desancora barco abandonado p'ralém
do começo do processo.
4 comentários:
Você acabou de postar.
vi no minuto seguinte por coincidência e por hábito de ler o Relâmpago (que nem sempre atualiza o suficiente para justificar o meu hábito, diga-se de passagem!).
Eu não sei do que você está falando.
No máximo desconfio.
Mas ali fora está trânsito e eu ignoro a chatice do dia-a-dia quando me ponho a ler as coisas que vc escreve, Joana.
Beijos!
Ps: eita, mas ela que já é soberba vai ficar intragável depois desta rasgação de seda!
Esta "menina" que eu adoro, merece toda a "rasgação de seda" do mundo.
Um beijinho do tamanho do mundo minha sobrinha linda :-)
Bom demais ver você navegando na poesia sem precisar molhar as pontas dos nossos dedos. Seu poema é destemido, palpita franqueza, mergulha fundo.
beijos da mamis orgulhosa
como dizia o mestre joão:
"life is what happens to you while you're busy making other plans"
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